HIPEC – Carcinomatose peritoneal

carcinomatose peritoneal - Dr. Fernando Lissa

Todos os anos, muitos pacientes em todo o mundo são confrontados com um diagnóstico de “câncer peritoneal”. Isso inclui pacientes com doenças raras, como mesotelioma maligno e pseudomyxoma peritonei (PMP). Mais frequentemente, o câncer peritoneal surge de metástases de um câncer em qualquer parte do corpo, principalmente estômago, ovário, colon e reto.

Não muito tempo atrás, o câncer peritoneal era muito difícil de tratar e o prognóstico para estes pacientes era muito pobre. Felizmente, o tratamento para pacientes com câncer peritoneal está evoluindo e melhorando. O tratamento, que pode incluir HIPEC (quimioterapia aquecida) em pacientes selecionados, é desafiador e complexo. O tratamento ótimo exige uma equipe de médicos especialistas com experiência em câncer peritoneal e HIPEC cirurgia.

Realizo este tipo de cirurgia desde 2010, com ótimos resultados, sendo que este ano participei do Curso Avançado em Hamburgo com os principais especialistas mundiais da área. Atualmente participo do Registro latinoAmericano desta doença e em outros estudos científicos da área.

Se você tem diagnóstico de doença peritoneal, carcinomatose peritoneal, indicamos a consulta com especialista da área, pois os estudos recentes tem demonstrado resultados promissores e concretos com aumento de sobrevida livre de doença e até cura.

http://www.hipec.com/

ACO e Ca de endométrio

Os anticoncepcionais orais (ACO), também conhecidos como contraceptivos orais, surgiram na década de 60 como a principal forma de evitar a gestação indesejada. Com altas doses de hormônios, elas apresentavam muitos efeitos colaterais e com risco aumentado de tromboses (coágulos dentro dos vasos sanguíneos). Nos anos 90 surgiram os ACOs “modernos” com baixos índices de efeitos adversos e com resultados “favoráveis” como menor retenção de líquidos, menos efeitos negativos na libido e na oleosidade da pele. Com relação ao risco de tromboses, acreditava-se que com doses menores de hormônios os riscos também diminuiriam proporcionalmente. Mas este pensamento foi derrubado com um estudo realizado na Inglaterra em que foi provado que estes novos contraceptivos aumentam em até 4 vezes a chance de desenvolver coágulos quando comparados com as mulheres que nunca tomaram. De acordo com os resultados, as mulheres que tomaram as pílulas modernas corriam um risco 2 vezes maior em relação aquelas que utilizavam as pílulas mais antigas.

riscos/beneficios.lissa

Por outro lado, o grupo Collaborative Group on Epidemiological Studies on Endometrial Cancer avaliou um conjunto de dados 27.276 mulheres com câncer endometrial (casos) e 115.743 sem câncer endometrial (controles) de 36 estudos epidemiológicos para avaliar a relação direta com o uso de contraceptivos orais.

Os resultados mostraram que quanto mais tempo as mulheres haviam usado ACO, maior era redução no risco de desenvolver câncer de endométrio; cada 5 anos de uso estava associado a uma redução de risco de 25%, sendo que esta redução no risco persistiu por mais de 30 anos após cessar seu uso.

Estes resultados sugerem que, nos países desenvolvidos, cerca de 400.000 casos de carcinoma de endométrio antes da idade de 75 anos foram evitados ao longo dos últimos 50 anos (1965-2014) por contraceptivos orais, incluindo 200.000 na última década (2005-14).